O grupo habitação foi o principal influenciador dessa alta, com um aumento de 1,8% em relação às tarifas de energia elétrica residencial. No mesmo período, o gasto com o consumo de energia apresentou uma variação significativa, passando de -2,77% em agosto para 5,36% em setembro.
Além disso, o grupo alimentação e bebidas também contribuiu para a aceleração do IPCA, com um aumento de 0,5%. Após dois meses consecutivos de quedas, o índice voltou a registrar alta. No acumulado do ano, a inflação atinge 3,31%, enquanto nos últimos 12 meses o índice está em 4,42%.
O gerente da pesquisa destacou que a mudança da bandeira tarifária de verde para vermelha patamar um, devido ao nível dos reservatórios, foi o principal motivo para o aumento na conta de luz. A bandeira vermelha acrescenta cerca de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
O consumo alimentar nas residências também apresentou aumento, com destaque para os preços da carne bovina e de frutas como laranja, limão e mamão. A escassez de oferta desses produtos, devido à forte estiagem e ao clima seco, contribuiu para a elevação dos preços.
Por outro lado, o item despesas pessoais teve uma queda mais acentuada, com destaque para o subitem cinema, teatro e concertos, que registrou uma redução de 8,75%. Essa queda foi impulsionada pela semana do cinema, uma campanha nacional que promoveu preços promocionais, resultando em uma diminuição de -0,04 ponto percentual no índice como um todo.
Dessa forma, o cenário econômico reflete a influência de diversos fatores, como o aumento nas contas de energia elétrica, a variação nos preços dos alimentos e as promoções no setor de entretenimento, que impactaram a inflação do mês de setembro.
