As provisões para perdas atingiram R$ 6,5 bilhões, um aumento impressionante de 225% em relação ao ano anterior. Essa mudança regulatória, embora tenha pressionado os resultados financeiros, não deve ser vista como uma deterioração da qualidade da carteira de crédito da Caixa, segundo explicações da própria instituição. O índice de inadimplência também apresentou uma alta, alcançando 3,71%, o que representa um aumento de 1,22 ponto percentual em um ano.
Apesar do impacto negativo nas cifras de lucro, a Caixa manteve um crescimento na sua carteira de crédito, especialmente no setor imobiliário, onde a instituição continua sendo a líder do mercado no Brasil. A carteira total de crédito do banco subiu para R$ 1,41 trilhão, um aumento de 11,3% em um ano. O crédito imobiliário, que está no cerne das operações, alcançou impressionantes R$ 966,2 bilhões, com a Caixa possuindo 68% de participação nesse segmento.
Na divisão por segmentos, a carteira de crédito para pessoa física revelou-se robusta, com um saldo de R$ 154,9 bilhões, um crescimento de 10,4% em 12 meses. Nesta carteira, o crédito consignado representa 73,7% do total. Já para as empresas, a carteira atingiu R$ 114,3 bilhões, resultando em um aumento de 8,8% em relação ao ano anterior.
Além disso, a margem financeira da Caixa alcançou R$ 18,3 bilhões, com um crescimento de 11,8% em 12 meses. As receitas com serviços e as despesas operacionais também apresentaram aumentos significativos, refletindo uma sólida operação financeira. A captação total da instituição somou R$ 2 trilhões, um crescimento de 13,7%, destacando a saúde financeira da Caixa, que afirmou continuar a ampliar suas operações de crédito, especialmente no financiamento habitacional, que gerou R$ 64,2 bilhões em novos contratos no primeiro trimestre.
