Com esta legislação, o Brasil ganha a capacidade de colocar em prática contramedidas tarifárias contra países que adotem medidas prejudiciais aos produtos brasileiros. A Câmara de Comércio Exterior (Camex), braço do governo responsável por formular e coordenar políticas de comércio exterior, já foi acionada e iniciou um processo que inclui notificar os Estados Unidos sobre a resposta do Brasil a essa elevação tarifária.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou a importância da Lei de Reciprocidade na mediação das negociações com os Estados Unidos. Em declarações feitas antes de retornar ao Brasil após uma missão oficial ao México, Alckmin expressou otimismo sobre a possibilidade de que essa legislação facilite um diálogo mais rápido e construtivo entre os dois países. Ele enfatizou a longa relação de amizade e parceria entre Brasil e Estados Unidos, que já dura mais de duas décadas, e destacou a complementariedade econômica existente entre eles.
Alckmin citou o setor do aço como um exemplo chave dessa complementariedade. O Brasil se destaca como o terceiro maior importador de carvão siderúrgico dos Estados Unidos, matéria-prima essencial para a fabricação de aço. Ele argumentou que a interdependência entre os dois países fomenta um comércio equilibrado e integrado, beneficiando ambas as sociedades com produtos mais acessíveis e de qualidade.
Dessa forma, o vice-presidente concluiu que o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos pode resultar em ganhos significativos para a população, com a oferta de produtos a preços mais baixos, promovendo assim um ambiente econômico mais favorável para todos os cidadãos.