ECONOMIA – Brasil inaugura Adidância Tributária em Pequim para impulsionar comércio com a China e fortalecer cooperação fiscal entre os países.

Na última sexta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, lançou oficialmente a Adidância Tributária e Aduaneira do Brasil em Pequim, uma estratégia que promete transformar a dinâmica comercial entre o Brasil e a China. Essa nova representação no exterior, a quinta desse tipo que o Brasil mantém globalmente, tem como objetivo facilitar o comércio, eliminar barreiras burocráticas e aprofundar a colaboração fiscal entre os dois países.

Integrada à estrutura da Receita Federal, a adidância buscará estabelecer um canal técnico direto com autoridades chinesas, promovendo previsibilidade nas operações comerciais. O novo posto, ocupado por um auditor-fiscal, permitirá uma atuação estratégica, mas sem poder de decisão em questões tributárias ou aduaneiras. Assim, o representante brasileiro atuará como um facilitador, buscando resolver questões operacionais e aproximar as legislações de ambos os países, além de agilizar processos de importação e exportação.

Historicamente, a China tem sido o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, com um intercâmbio anual que ultrapassa os US$ 150 bilhões, forte em produtos como soja, minério de ferro e petróleo. Com a nova adidância, o governo espera que as empresas brasileiras possam se adequar melhor às regras locais, reduzindo custos logísticos e diminuindo os prazos de liberação de mercadorias.

Além disso, a nova representação estará baseada em acordos já existentes entre Brasil e China, que incluem a prevenção da dupla tributação e a colaboração em assuntos aduaneiros. O foco é garantir uma troca de informações eficiente entre as administrações tributárias dos dois países, aumentando a eficácia no combate à evasão fiscal e ao contrabando.

A iniciativa não se limita apenas ao comércio; visa também atrair investimentos sustentáveis. O governo brasileiro planeja aproveitar a missão na China para destacar oportunidades relacionadas à transformação ecológica e inovação, por meio do programa Eco Invest Brasil. Essa estratégia incluirá áreas como energia limpa e descarbonização industrial.

Após a China, a missão se estenderá ao Japão e à Coreia do Sul, países que o Brasil considera estratégicos devido à sua capacidade tecnológica e financeira. Com essa nova adidância em Pequim, o Brasil expande seu alcance global, juntando-se a representações já estabelecidas em Washington, Buenos Aires, Assunção e Montevidéu, em mais um passo significativo em direção ao fortalecimento das relações comerciais e fiscais internacionais.

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