Neste mês, o total de empregos formais no Brasil alcançou 48.032.308, marcando uma leve variação de 0,30% em relação ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, o saldo positivo chega a 942.854 postos, evidenciando uma tendência de recuperação no setor. Todos os cinco grandes agrupamentos econômicos tiveram desempenho positivo em junho, com destaque para o setor de Serviços, que gerou 74.514 novas posições. A Agropecuária criou 22.898 vagas, o Comércio 19.177, a Construção Civil 14.136 e a Indústria 4.438.
Regionalmente, a Sudeste foi a líder na criação de empregos, com 70.383 novas vagas, apresentando um crescimento de 0,29% em relação a maio. As demais regiões também mostraram resultados positivos: Nordeste com 34.433 postos, Centro-Oeste com 19.617, Sul com 10.453 e Norte com 9.633. Ao todo, 25 estados registraram saldo positivo, sendo São Paulo o destaque absoluto com 34.981 novas vagas, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Embora a criação de empregos tenha sido positiva, o desempenho de junho ficou aquém do mesmo período do ano anterior, quando 161.999 novas vagas foram abertas. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribui essa queda à política de juros do Banco Central, que impacta o crescimento econômico. A taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano, sofreu uma recente redução de 0,25 ponto percentual.
Além das questões locais, Marinho mencionou fatores externos, como tarifas impostas pelo governo dos EUA a produtos brasileiros e conflitos internacionais, que também influenciam a dinâmica do mercado. Apesar das adversidades, os dados ainda refletem um panorama positivo, levando em consideração o cenário econômico desafiador. Por fim, o salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34, marcando um aumento em relação ao mês anterior, destacando uma leve recuperação nos rendimentos dos trabalhadores brasileiros.





