Esse aumento na produção reflete uma tendência positiva no desempenho das operações brasileiras, onde 81,8% do total de barris de óleo equivalente, ou seja, 4,614 milhões de boe/d, foram extraídos de campos do pré-sal, que continuam a ser uma fonte vital de recursos energéticos para a nação. Os campos operados pela Petrobras, atuando sozinha ou em parceria com outras empresas, foram responsáveis por quase 89% (88,98%) da produção total, evidenciando o papel predominante da estatal no setor.
Além disso, a produção marítima demonstrou força, representando 98,1% do petróleo total e 88% do gás natural produzido no país. Esse fato destaca a importância das operações offshore para a matriz energética brasileira.
Nos números específicos, a produção de petróleo cresceu 2,2% em relação ao mês anterior, totalizando 4,340 milhões de bbl/d. Em comparação com abril de 2025, o aumento é ainda mais expressivo, chegando a 19,5%. O gás natural também apresentou um avanço significativo, com 206,7 milhões de m³/d produzidos em abril, refletindo um crescimento de 1,3% frente a março e 23% na comparação anual.
Entre os destaques da produção, o campo de Búzios, localizado na Bacia de Santos, se destacou como o maior produtor de petróleo do país, com uma impressionante extração de 910,1 mil bbl/d. Por outro lado, o campo de Mero, também na mesma bacia, liderou a produção de gás natural, com 46,22 milhões de m³/d. No que tange às instalações, o FPSO Almirante Tamandaré na Bacia de Santos, se destacou como a plataforma com a maior produção de petróleo, enquanto o FPSO Marechal Duque de Caxias foi a principal unidade produtora de gás natural.
Esses números ressaltam não apenas a resiliência do setor, mas também a importância contínua do pré-sal e das operações marítimas na composição energética do Brasil, em um cenário global cada vez mais dinâmico e competitivo.
