A pesquisa destacou que, entre 12 programas ou ações realizadas nas últimas décadas no país, o Bolsa Família foi apontado por 26% como o mais importante para a economia brasileira, seguido pelo Plano Real, com 23%. Outros programas e ações mencionados foram a abertura da economia para o comércio internacional, o Auxílio Emergencial, a participação do Brasil no BRICS, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a descoberta do Pré-Sal, a Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência, a Reforma Tributária, o Programa de Aceleração do Crescimento-PAC, e o Programa de privatização das telecomunicações, energia e siderurgia.
Segundo o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, o Plano Real e o Bolsa Família são vistos como as principais marcas da economia brasileira na Nova República. Lavareda ressalta que a estabilidade da moeda combinada com as políticas sociais são valorizadas como fatores fundamentais para o desenvolvimento do país.
A pesquisa também revelou diferenças relevantes entre os perfis dos entrevistados que optaram pelo Bolsa Família ou pelo Plano Real. A menção ao Bolsa Família foi maior entre mulheres, na faixa etária de 18 a 24 anos, entre os que estudaram até o ensino fundamental e na faixa de renda de até dois salários mínimos. Já o Plano Real foi mais apontado entre homens, na faixa etária de 45 a 59 anos, entre os que possuem formação universitária e no segmento de renda acima de cinco salários mínimos.
O Bolsa Família foi criado em 2003 durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de combater a pobreza e facilitar o acesso das famílias a direitos básicos, como saúde, educação e assistência social. Por sua vez, o Plano Real foi lançado em 1994, durante o governo de Itamar Franco, com o intuito de conter a hiperinflação no país, que havia atingido 2.477% no ano anterior.
