A possibilidade de que o BC adote uma política de aumento de juros menos agressiva do que o esperado animou os investidores e estimulou a migração de investimentos em renda fixa para o mercado de ações. Isso refletiu no otimismo do mercado acionário e contribuiu para o Ibovespa atingir seu maior patamar em quase dois meses.
Além disso, no mercado de câmbio, o dólar teve sua nona queda consecutiva e atingiu o menor valor em mais de dois meses. O dólar comercial fechou o dia sendo vendido a R$ 5,852, representando uma queda de R$ 0,014 (-0,24%). Mesmo com uma abertura em alta, a moeda norte-americana reverteu o movimento ao longo do dia, refletindo o alívio do mercado.
Diferentemente dos últimos dias, em que as notícias relacionadas ao governo Trump exerciam influência no mercado financeiro, o cenário internacional não teve um impacto significativo hoje. O presidente norte-americano reafirmou sua intenção de impor tarifas de 25% sobre as importações do México e do Canadá, mas essa ameaça não reverberou no mercado brasileiro.
A divulgação de que o déficit primário em 2024 ficou em R$ 43 bilhões, um resultado melhor do que a previsão de um rombo de R$ 55,4 bilhões, também contribuiu para o clima positivo no mercado. Esses fatores combinados resultaram em um dia de ganhos expressivos para os ativos brasileiros, demonstrando um contexto de maior confiança e otimismo entre os investidores.
