Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou a relevância desses resultados em uma coletiva de imprensa realizada na sede do banco em São Paulo. Ele descreveu o balanço como “extraordinário”, sublinhando que é incomum alcançar um crescimento consistente, juntamente com uma rentabilidade que se posiciona como a segunda maior do setor financeiro.
Os ativos totais da instituição, que somaram R$ 1,05 trilhão, são o maior valor já registrado na história do banco. A carteira de crédito também apresenta um desempenho notável, com R$ 684 bilhões, um patamar que não era visto desde 2016. O patrimônio líquido, por sua vez, atingiu R$ 181 bilhões, marcando outro recorde.
No que diz respeito às aprovações de crédito, o BNDES reportou R$ 110,6 bilhões até junho, uma impressionante alta de 52% em relação ao ano anterior. O segmento de infraestrutura foi um dos grandes destaque, com um crescimento de 91%, totalizando R$ 46 bilhões, seguido pela agropecuária, que atingiu R$ 24,8 bilhões e cresceu 46%. Já os créditos destinados ao comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões, enquanto a indústria apresentou uma elevação de 24%, com R$ 22,5 bilhões.
O apoio às micro, pequenas e médias empresas também se destacou, com um total de R$ 108,2 bilhões, o maior valor já registrado para esse segmento, marcando um aumento de 22% se comparado ao mesmo período do ano passado.
Em termos de inadimplência, o banco manteve índices bastante favoráveis, com uma taxa de 0,05% para 90 dias, significativamente inferior à média do Sistema Financeiro Nacional, que se encontra em 4,68%.
Na coletiva, Mercadante enfatizou a estratégia de diversificação do BNDES, que está expandindo seus investimentos para incluir setores inovadores, como veículos voadores, inteligência artificial, e também minerais críticos e terras raras. Ele destacou a intenção do banco de se envolver fortemente no setor de mobilidade elétrica e biocombustíveis, buscando promover uma transição tecnológica no país.
Além disso, Mercadante abordou a preocupação do banco com as mudanças climáticas, prevendo novas emergências e os impactos de fenômenos como o El Niño. Ele ressaltou a importância de investimentos que ajudem comunidades e empresas a se adaptarem a essas condições climáticas cada vez mais extremas, preparando o BNDES para responder de forma proativa aos desafios que se apresentam.
