DIREITOS HUMANOS –

Pesquisa Revela Conflitos da Juventude com a Internet: Adolescentes Sentem Felicidade, Mas Reconhecem Dependência e Pedem Mudanças

Uma recente pesquisa realizada com mais de 500 adolescentes e jovens entre 13 e 18 anos revelou uma complexa relação desse grupo etário com a internet. O estudo, que foi divulgado no Dia Nacional da Juventude, mostrou que embora 50% dos entrevistados reconheçam que passam muito tempo online, 63% relataram sentir felicidade ao se conectarem. Esses dados apontam para uma ambivalência que merece atenção, refletindo tanto a atração dos ambientes digitais quanto as suas armadilhas.

Os resultados indicam que 71% dos jovens acreditam que a internet deve continuar a existir, mas com aperfeiçoamentos. Apenas 9% desejam que o ambiente digital seja eliminado. Essa posição revela uma consciência crítica em relação ao uso das plataformas. De acordo com especialistas, os adolescentes mostram um entendimento claro dos aspectos negativos da internet, ao mesmo tempo em que ressaltam a diversão e a curiosidade que ela proporciona, com 71% usando a rede para entretenimento.

Um dado preocupante que emerge da pesquisa é que 49% dos jovens sentem que as plataformas têm um papel na melhora do ambiente virtual, mas 43% pedem maior controle sobre o conteúdo que é disponibilizado. A pesquisa sugere que essa faixa etária está ciente da manipulação que ocorre nas redes, reconhecendo a necessidade de estratégias para se proteger de conteúdos prejudiciais. Para lidar com isso, 44% dos entrevistados relatam bloquear conteúdos nocivos e 32% fazem pausas durante o dia.

No que tange ao uso de redes sociais, estas se destacam como a principal atividade online. Quase metade dos jovens utiliza a internet para acessá-las, enquanto outros usos significativos incluem conversas com amigos e familiares, jogos, estudos e consumo de vídeos. Este fenômeno revela como as redes sociais, embora frequentemente criticadas, também proporcionam espaços de pertencimento e aprendizado.

Curiosamente, a pesquisa incluiu adolescentes como entrevistadores, permitindo um diálogo mais autêntico e sem as barreiras que um adulto muitas vezes impõe. Essa abordagem gerou um ambiente propício para que os jovens se sentissem à vontade para compartilhar suas opiniões e experiências.

Para fomentar ainda mais a participação dos jovens na construção de um espaço online mais positivo, o Instituto Alana anunciou a nona edição do Prêmio Criativos, cujo tema em 2026 será “A internet é nossa”. Este concurso convida crianças e adolescentes a desenvolverem projetos que transformem suas vivências no ambiente digital em soluções inovadoras. Os temas abordados variam desde saúde mental e cyberbullying até desigualdade de acesso à rede, todos relevantes para a vivência dos jovens atualmente. A nova categoria “audiovisual” também foi incorporada, permitindo inscrições de vídeos e podcasts, ampliando as oportunidades de expressão.

As inscrições para o prêmio se encerram em setembro deste ano, com a expectativa de que os projetos apresentados inspirem uma nova geração a interagir de maneira mais consciente e crítica com o ambiente digital.

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