ECONOMIA – BNDES registra lucro de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre, refletindo crescimento robusto e aumento nas aprovações de crédito para setores estratégicos.

No primeiro trimestre de 2023, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reportou um lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões, marcando um crescimento de 17% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse desempenho reforça a trajetória positiva da instituição, que no acumulado dos últimos 12 meses apresentou um lucro recorrente de R$ 15,6 bilhões. De acordo com o diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do BNDES, Alexandre Abreu, o resultado do ano passado já havia sido excepcional, com um lucro recorde de R$ 15,2 bilhões, e os números atuais reforçam esse padrão de excelência.

Os ativos totais do BNDES alcançaram a marca histórica de R$ 995 bilhões, refletindo um crescimento robusto. A carteira de crédito do banco, por sua vez, atingiu R$ 678,2 bilhões, representando um aumento de 14% em relação a 2022, e o patrimônio líquido subiu para R$ 192 bilhões. Esses indicadores ressaltam não apenas a solidez financeira da instituição, mas também sua capacidade de impulsionar o desenvolvimento econômico do país por meio do crédito.

Os resultados operacionais também mostram um desempenho vigoroso, com aprovações de crédito somando R$ 45,7 bilhões, um salto de 37% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Os desembolsos, por sua vez, atingiram R$ 36,2 bilhões, uma elevação de 44% em comparação com 2022. O setor de infraestrutura, um dos focos do BNDES, teve uma impressionante alta de 51% em aprovações, totalizando R$ 13,4 bilhões. No segmento agropecuário, as aprovações aumentaram 40%, enquanto a indústria viu um crescimento de 67%.

Dentre as iniciativas voltadas para micro, pequenas e médias empresas (MPME), o banco reportou aprovações de crédito que alcançaram R$ 29 bilhões, um aumento notável de 120% em relação ao ano passado. Além disso, as garantias oferecidas por fundos garantidores para operações realizadas através de agentes financeiros chegaram a R$ 20,8 bilhões.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a trajetória consistente de crescimento da instituição e a crescente confiança dos empresários nas ofertas do banco. A inadimplência registrada para 90 dias foi de apenas 0,046%, um valor consideravelmente inferior à média do Sistema Financeiro Nacional, que está em 4,33%.

Esses números demonstram não só a boa saúde financeira do BNDES, mas também seu papel crucial no fomento ao desenvolvimento econômico e na facilitação de investimentos que podem transformar o cenário econômico brasileiro.

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