O relatório, produzido em colaboração com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Grupo Banco Mundial, em parceria com diversas entidades do Sistema das Nações Unidas, estima em R$ 88,9 bilhões os efeitos das cheias nos municípios gaúchos em 2024. Os setores mais afetados foram o produtivo, com 69% do total, seguido pelos setores sociais (21%), infraestrutura (8%) e meio ambiente (1,8%).
A metodologia internacional conhecida como Avaliação de Danos e Perdas (DaLA) foi utilizada para calcular esses impactos. Segundo o relatório, a situação de calamidade pública poderia ter causado um recuo de 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho, se não fossem as ações do governo para conter os impactos econômicos.
O presidente do BID, Ilan Goldfajn, destacou a importância das ações do poder público para reduzir o custo em 1,1% do PIB Gaúcho. Além disso, o desastre poderia ter resultado em uma redução de 432 mil empregos no estado em 2024, equivalente a 7,3% do total de pessoas ocupadas.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ressaltou a necessidade de reconstrução de estruturas resilientes e a importância de medidas de segurança, como obras de controle de inundações. O BID anunciou uma linha de crédito de R$ 5,5 bilhões em novos empréstimos para auxiliar na reconstrução do estado.
Diante desse cenário, é essencial que as instituições estejam preparadas para lidar com situações semelhantes no futuro. Recomendações como alerta precoce, estruturas resilientes e melhorias nos sistemas de gestão de riscos são essenciais para minimizar os impactos de desastres naturais. O governo federal já está mobilizado na reconstrução do Rio Grande do Sul e disponibilizou recursos para garantir a prevenção de futuros eventos catastróficos.





