No quarto trimestre de 2024, o Banco do Brasil registrou um lucro de R$ 9,6 bilhões, o que representa um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho foi impulsionado pelo crescimento na margem financeira bruta (+11,2%), nas receitas de prestação de serviços (+4,9%) e pela contenção das despesas administrativas, que aumentaram em apenas 4,4% no ano passado.
A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil encerrou o ano de 2024 com um saldo de R$ 1,3 trilhão, um aumento de 15,3% em relação ao ano anterior. Os destaques foram as operações com pessoas físicas, empresas e o agronegócio, evidenciando a diversificação e a abrangência das atividades do banco.
Em relação às pessoas físicas, a carteira de crédito ampliada cresceu 7,3% em 2024, totalizando R$ 336 bilhões, impulsionada principalmente pelas operações de crédito consignado. Já a carteira de crédito para pessoas jurídicas atingiu R$ 461,1 bilhões, com um crescimento de 18% em 12 meses. No segmento do agronegócio, o Banco do Brasil manteve a liderança no crédito, com a carteira ampliada alcançando R$ 397,7 bilhões.
Apesar dos resultados positivos, o Banco do Brasil enfrentou um aumento no índice de inadimplência acima de 90 dias, que atingiu 3,32% em dezembro de 2024. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelos impactos de desastres climáticos no segmento de agronegócio durante o ano passado.
Com projeções otimistas para o ano de 2025, o Banco do Brasil prevê um lucro líquido ajustado entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, além de um crescimento de 5,5% a 9,5% na carteira de crédito. As receitas com prestação de serviços e as despesas administrativas também estão dentro das expectativas da instituição para o próximo ano.
Dessa forma, o Banco do Brasil reafirma sua posição de destaque no mercado financeiro, demonstrando solidez, eficiência e perspectivas promissoras para o futuro.





