Em novembro de 2024, o Banco Central formalizou um termo de compromisso com a instituição, concedendo um período de seis meses para que o Master pudesse se reestruturar em termos de governança e capital. Durante esse tempo, o banco começou a captar recursos com garantias do Fundo de Garantia de Créditos (FGC), mas rapidamente encontrou limitações em sua capacidade de captação. Em busca de recuperação, o Master também tentou vender carteiras em intensificação com o Banco Regional de Brasília (BRB), que atualmente arca com investigações da Polícia Federal sobre fraudes em créditos que totalizam cerca de R$ 12,2 bilhões.
A complexidade aumentou em janeiro de 2025, quando o Banco Central estabeleceu um grupo específico para examinar as carteiras de investimentos do Master, que continuava a operar em meio a dificuldades financeiras. A situação se agravou até culminar na liquidação extrajudicial da instituição em 18 de novembro de 2025, após a tentativa de venda ao BRB ser rejeitada. Adicionalmente, surgiram propostas de uma autoliquidação com supostos investidores árabes, mas esses interessados nunca foram identificados por Galípolo.
O presidente do Banco Central insistiu que a liquidação do Banco Master não representa um risco sistêmico para o sistema financeiro nacional, apontando que a participação do banco é ínfima, representando menos de 0,5% do total do sistema. Além disso, Galípolo enfatizou que a liquidação não é uma punição a gestores, mas uma medida necessária devido à inviabilidade financeira da instituição, destacando que os clientes não devem ser penalizados por falhas de gestão. Essa declaração reflete a intenção do Banco Central de agir com prudência para proteger o sistema financeiro, mesmo diante das adversidades enfrentadas pelo Banco Master.
