Acumulando um superávit de US$ 24,432 bilhões nos primeiros cinco meses de 2025, a balança apresenta uma diminuição de 30,6% em comparação ao mesmo intervalo de 2024. Esse declínio foi acentuado por um déficit de US$ 471,6 milhões registrado em fevereiro, consequência da importação de uma plataforma de petróleo, que afetou o balanço geral.
No que diz respeito às exportações, o Brasil manteve uma performance relativamente estável, alcançando US$ 30,156 bilhões em maio, o que representa uma queda discreta de 0,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior—o terceiro maior valor histórico para este mês. Por outro lado, as importações aumentaram, totalizando US$ 22,918 bilhões, um crescimento de 4,7% em comparação ao ano passado.
As principais commodities agropecuárias apresentaram resultados mistos. As vendas externas de soja, por exemplo, sofreram um declínio de 3,9% devido a uma queda de 8,4% nos preços médios, apesar do aumento no volume vendido. Outros produtos, como milho e algodão, também enfrentaram reduções no preço e na quantidade exportada. No entanto, o desempenho das exportações de produtos como carne bovina, celulose e veículos teve um impacto positivo, compensando as perdas de outras áreas.
O crescimento das importações também merece destaque, com aumento nas compras de adubos, fertilizantes, e produtos da indústria automobilística. O valor das aquisições de fertilizantes, em particular, subiu 25,9% em comparação com maio de 2024, totalizando um incremento significativo.
Em termos de volumes, as exportações aumentaram 2,5%, embora os preços médios tenham caído 2,5%. Nas importações, o volume comprado cresceu 7,7%, impulsionado pelo crescimento econômico, enquanto os preços médios diminuíram em 3,3%, reflexo da queda nos preços internacionais das commodities.
No detalhamento por setores, o agropecuário enfrentou um recuo de 0,6% nas exportações, evidenciando uma queda no volume vendido, ao passo que a indústria de transformação registrou um crescimento notável de 5,2%. Já o setor de indústrias extrativas apresentou um aumento na quantidade exportada, embora os preços médios tenham recuado devido a fatores externos, como a desaceleração econômica da China e tensões comerciais com os EUA.
As previsões para o restante do ano ainda são cautelosas. O ministério indica que o superávit pode fechar em US$ 70,2 bilhões, uma redução em relação a 2024. Contudo, o mercado financeiro mantém projeções mais otimistas, com expectativas de superávit de US$ 75 bilhões. Essa divergência nas estimativas pode refletir as incertezas econômicas atuais e o impacto contínuo das tensões comerciais internacionais.






