No primeiro trimestre do ano, o aumento se consolidou ainda mais, com a arrecadação totalizando R$ 777,12 bilhões. Este número também marca um marco histórico e demonstra uma elevação real de 4,6% quando comparado ao mesmo período de 2025. Esses dados ressaltam a tendência de crescimento da arrecadação tributária no país.
Diversos fatores impulsionaram esse aumento, entre eles, o incremento na contribuição para a Previdência Social, vinculada aos salários dos trabalhadores. Ademais, o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição sobre Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que incidem sobre o consumo e serviços, também apresentaram um desempenho robusto. Outro destaque foi o crescimento da arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, além do notável avanço do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que registrou um impressionante aumento de 50,06% em março e uma alta de 44,45% no ano.
Vale destacar que as mudanças nas regras do IOF, implementadas em 2025, contribuíram significativamente para essa expansão, elevando a carga tributária sobre operações de crédito e câmbio. A melhora no mercado de trabalho e o aumento da massa salarial também foram determinantes, já que mais trabalhadores formalizados geraram uma base maior de arrecadação.
A arrecadação tributária é essencial para a sustentabilidade financeira do governo, atuando como um pilar para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que visa alcançar um superávit de 0,25% do PIB. Apesar do avanço, as projeções ainda indicam a possibilidade de um resultado negativo nas contas públicas ao final do ano.
Uma inovação recente foi a taxação de dividendos, que começou a vigorar em 2026. Essa medida prevê um imposto de 10% sobre dividendos que excedam R$ 50 mil recebidos por pessoas físicas. Embora, por ora, represente uma parcela modesta da arrecadação total, a expectativa é de que, com o tempo, essa fonte de receita se torne cada vez mais relevante.
Os dados iniciais de 2026 reafirmam a trajetória crescente da arrecadação tributária, que se alinha às expectativas econômicas do país. O desempenho contínuo ao longo do ano dependerá de fatores como a evolução da atividade econômica, o mercado de trabalho e novas políticas fiscais implementadas pelo governo.
