ECONOMIA – ANP Aprova Nova Resolução para Cálculo do Preço de Referência do Óleo Diesel e Gás de Cozinha, Buscando Acompanhar Dinâmicas do Mercado Internacional.

Na última quinta-feira, a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou a aprovação de uma nova resolução que regulamenta a metodologia de cálculo do preço de referência (PR) para a concessão de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel. Essa mudança é um desdobramento de uma medida provisória, implementada em março deste ano, que já havia introduzido importantes alterações nas diretrizes referentes à importação de gás liquefeito de petróleo (GLP).

A nova resolução revoga a norma anterior, refletindo um esforço da ANP para adaptar-se às demandas do mercado e às condições econômicas atuais. As modificações foram impulsionadas por um intenso diálogo com a sociedade, que se manifestou por meio de uma Consulta Pública realizada em abril. A agência ouviu a comunidade e analisou as contribuições recebidas, resultando na necessidade de aprimorar a metodologia de cálculo do PR.

Um dos pontos centrais dessa atualização é a necessidade de considerar a influência do mercado norte-americano na precificação do óleo diesel importado. Ademais, a revisão dos pesos constantes na Tabela II da resolução foi incluída, utilizando dados atualizados da ANP sobre produção e movimentação de combustíveis. Essas medidas buscam garantir uma maior precisão e objetividade na definição dos preços, fundamental para o equilíbrio do mercado e para a proteção dos consumidores.

Além disso, as novas diretrizes também envolvem alterações na data-base de atualização dos preços de referência, que passou de 18 para 12 de março, para produtores que refinam seu próprio petróleo nacional. A resolução inclui, ainda, uma metodologia que considera a ponderação dos preços de comercialização para agentes que possuem dupla habilitação, ou seja, aqueles que são produtores de óleo diesel e também atuam como importadores. Por fim, a nova resolução estabelece um critério específico para o GLP, que será baseado na paridade de importação, trazendo como referência o preço praticado na região do Golfo dos Estados Unidos.

Essas mudanças visam não apenas modernizar as práticas existentes, mas também assegurar que o setor de combustíveis no Brasil opere em consonância com as realidades globais, proporcionando um ambiente mais estável e previsível para investidores e consumidores.

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