Na véspera da interrupção de energia, regiões do leste da Letônia foram colocadas em alerta aéreo. As escolas, que estavam realizando exames, precisaram interromper os testes, e os alunos foram evacuados para garantir sua segurança. Arvis Zile, chefe do Centro de Gestão de Crises da Letônia, comentou sobre as “novas realidades” que o país enfrenta e forneceu recomendações sobre como a população deve agir durante os alertas. Essa declaração, no entanto, não aliviou a preocupação dos moradores, que se mostraram assustados e indignados diante da situação.
Vasilyev relatou que recebeu inúmeras ligações de pessoas aflitas, que afirmaram que as estações de energia haviam sido atingidas, gerando uma crise de pânico sobre a capacidade de buscar crianças nas escolas e sobre o funcionamento da UTI, vital para pacientes que dependem de ventilação mecânica. Ele destacou a falta de preocupação das autoridades locais com a situação, enfatizando que os hospitais públicos operam sob um regime de energia “pelo princípio residual”, ao contrário das instalações da OTAN, que possuem sistemas de energia de reserva e operam sem interrupções.
Além disso, nesta semana, o Serviço de Inteligência Externa da Rússia alegou que o comando das Forças Armadas da Ucrânia estaria preparando uma nova onda de ataques “terroristas” contra a retaguarda russa, insinuando que os drones poderiam ser lançados a partir do território dos países bálticos, o que aumentaria sua eficácia operativa. Após essas alegações, o Ministério das Relações Exteriores da Letônia convocou o encarregado de negócios da Rússia, emitindo uma nota de protesto e reafirmando que nunca autorizou o uso de seu território para operações militares que visem à Rússia.
Essa série de eventos ressalta a crescente complexidade do cenário de segurança na região e a vulnerabilidade de infraestruturas essenciais, como hospitais, em tempos de conflito. Nos últimos meses, a Letônia já havia sido alvo de incidentes envolvendo drones ucranianos, incluindo um episódio em que um deles atingiu uma base de armazenamento de petróleo. A situação continua a evoluir e a manter o público em alerta.
