O presidente americano anunciou que vai impor tarifas de 25% sobre importações do Canadá e do México, e de 10% no caso da China, um valor menor do que o mercado esperava. Essa postura mais moderada de Trump em relação às tarifas surpreendeu os analistas e levou a uma queda do dólar.
Para Emerson Vieira Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa Investimentos, a expectativa de um “tarifaço” de Trump gerava temores de uma maior inflação nos Estados Unidos, o que poderia afetar a queda dos juros americanos, prejudicando não só o mercado interno, mas também o Brasil.
No cenário interno, a agitação no mercado de câmbio no final de 2024 devido à questão fiscal parece ter se acalmado, pelo menos momentaneamente. Além disso, investidores estrangeiros têm injetado recursos no mercado de capitais brasileiro, o que tem contribuído para uma maior entrada de dólares no país.
Na Bolsa de Valores, o Ibovespa operou estável, registrando uma queda de 0,01% aos 123.328 pontos. Destaques positivos foram as ações da Azul e da Lojas Renner, que apresentaram alta, enquanto os papéis da Minerva e da Ambev tiveram desempenho negativo.
O dia foi marcado por uma mistura de expectativas quanto ao cenário internacional e interno, com os investidores acompanhando de perto os desdobramentos das políticas comerciais de Trump e os movimentos do mercado de câmbio e de capitais no Brasil. A volatilidade deve continuar presente, especialmente com as falas do presidente americano sobre possíveis medidas inflacionárias.





