De acordo com informações que chegaram à redação, essa suposta distribuição de cargos tem provocando desconforto entre membros da base política municipal. Diversos relatos indicam que vereadores e outras lideranças locais expressaram descontentamento com a possibilidade de que espaços administrativos estivessem sendo destinados a agentes políticos de municípios do interior do estado, em vez de priorizar a capital.
As denúncias apontam que as articulações em torno dessas nomeações contaram com a participação de figuras ligadas ao grupo de JHC. Contudo, não houve até agora confirmação sobre a existência de uma coordenação formal para estas indicações, que surgiram em meio a um ambiente político conturbado por questões de aliança e apoio às eleições que se aproximam, previstas para 2026.
O documento em questão menciona um número significativo de cargos associados a políticos proeminentes de Alagoas, como o deputado federal Marx Beltrão e o vereador Kelmann Vieira, além do ex-prefeito de Canapi, Celso Luís, e o prefeito de União dos Palmares, Kil Freitas, entre outros. Há menções a nomes de grupos políticos de cidades do interior, como Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia, que também estariam envolvidos nessa rede de indicações.
Outro ponto relevante trazido pelo documento é a questão salarial, com algumas funções supostamente oferecendo remunerações que giram em torno de R$ 6 mil mensais. Ademais, há indícios de que certas nomeações poderiam ser para cargos temporários, mas nenhuma confirmação oficial foi feita até o momento.
Nem o conteúdo do documento nem as alegações geraram, até agora, uma investigação formal nos órgãos competentes. Caso a situação avance, será responsabilidade das instituições analisarem a legalidade das nomeações, sua criação e destinação.
A cobertura continuará aberta para manifestações da Prefeitura de Maceió, do ex-prefeito JHC e das lideranças políticas mencionadas, oferecendo espaço para qualquer esclarecimento que desejem apresentar. As respostas serão publicadas assim que recebidas.
