O evento, realizado no Salão Dourado da UFRJ, foi um marco significativo tanto para a família de Stuart quanto para a história do país. A mobilização para a concessão do diploma começou com uma homenagem em maio de 2022, quando sua irmã Hildegard Angel e amigos se reuniram no Centro Acadêmico Stuart Angel (CASA) para celebrar o 54º aniversário de sua morte. Essa iniciativa se transformou em uma promessa de que a diplomação seria finalmente alcançada, não apenas para Stuart, mas também para outros companheiros que sofreram na mesma época.
Lucas Duda, um economista recém-formado e ex-diretor do CASA, expressou sentimentos de dever e responsabilidade ao garantir que a história de Stuart e outros combatentes pela liberdade não ficasse esquecida. Ele enfatizou a importância de honrar aqueles que, como Stuart e sua esposa Sônia Moraes, lutaram por um Brasil mais justo durante os anos sombrios da repressão.
Durante a cerimônia, Hildegard Angel compartilhou seu profundo sentimento de vitória com a diplomação, que, segundo ela, é um reconhecimento da luta incessante de sua mãe, a estilista Zuzu Angel, que dedicou sua vida à busca por justiça e pela memória de seu filho. Zuzu, que foi assassinada após denunciar o desaparecimento de Stuart, representa a coragem de inúmeras famílias que perderam entes queridos para a violência de estado.
O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou a significância deste ato, não apenas como uma forma de reparação histórica, mas também como uma reflexão sobre o pesado legado da ditadura militar. Ele lembrou que a responsabilidade pela memória deste período sombrio cai sobre a nova geração, que deve ser vigilantemente antidemocrática.
Além de Stuart, a UFRJ planeja homenagear outros 25 alunos que também foram vítimas do regime militar em uma cerimônia futura. A inclusão de seus nomes na história acadêmica é uma forma de afirmar que a luta pela memória e justiça é um compromisso contínuo do Brasil, necessária para garantir que os horrores do passado nunca se repitam. Este ato de reconhecimento póstumo não é apenas um tributo, mas uma reafirmação da necessidade de um futuro onde a liberdade de expressão e a dignidade humana sejam inegociáveis.





