DIREITOS HUMANOS – Trabalhadores da CPTM mantêm greve e exigem garantias de emprego após privatização, afetando linhas 11, 12 e 13 em São Paulo e região metropolitana.

A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que afeta as linhas 11, 12 e 13, continua firme. A decisão de manter a mobilização foi tomada em assembleia realizada na noite de quinta-feira, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), localizada no Brás.

No primeiro dia de protestos, a operação dos trens foi significativamente prejudicada. As linhas 11 e 12 apresentaram redução na oferta de trens, enquanto a linha 13 teve suas atividades completamente suspensas durante a manhã e parte da tarde, voltando a operar apenas parcialmente no início da noite. Os representantes da categoria relataram uma ausência de diálogo efetivo por parte do governo estadual, o que potencializou a insatisfação entre os trabalhadores.

Os grevistas reivindicam garantias formais de emprego para aqueles que atuavam diretamente nas linhas afetadas, especialmente os que foram transferidos para a empresa Trivia em julho do ano corrente. Estes profissionais, que temem pela estabilidade de seus postos de trabalho, buscam assegurar a manutenção de seus vínculos empregatícios diante da recente privatização da CPTM.

A situação se torna ainda mais complexa com a informação de que cerca de 1.300 dos 4.648 funcionários ainda não foram realocados após a privatização, um processo que gera preocupação e insegurança entre os trabalhadores. Embora o governo do estado tenha afirmado que existem compromissos para a manutenção dos vínculos, os representantes sindicais contestam a validade dessas promessas, ressaltando a falta de instrumentos concretos que garantam a proteção dos direitos dos funcionários.

Uma nova assembleia está marcada para acontecer na tarde de quarta-feira, às 17h, onde a categoria deverá discutir os próximos passos da mobilização. A continuidade da greve reflete não apenas questões relacionadas à estabilidade no emprego, mas também uma maior insatisfação com a falta de diálogo entre os trabalhadores e o governo, destacando as fragilidades do processo de privatização e suas consequências diretas para os profissionais da CPTM.

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