DIREITOS HUMANOS – Trabalhadoras ambulantes no carnaval do Rio de Janeiro conseguem espaço seguro para crianças enquanto trabalham durante os desfiles.

Os bastidores do Carnaval carioca revelam uma realidade dura para os trabalhadores ambulantes que garantem o sustento de suas famílias em meio à folia. Jornadas exaustivas, que se iniciam na madrugada e se estendem até a madrugada seguinte, sob altas temperaturas que frequentemente ultrapassam os 40 graus Celsius, são enfrentadas por esses trabalhadores em meio a milhares de foliões.

Para as mães ambulantes, a situação se torna ainda mais desafiadora, já que muitas delas não possuem rede de apoio e precisam levar seus filhos pequenos para os blocos. A demanda por um local seguro para deixar as crianças enquanto trabalham é antiga e, finalmente, em 2024, começou a sair do papel, embora ainda em pequena escala.

Neste ano, a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro irá oferecer um espaço de convivência para os filhos de até 12 anos de ambulantes que trabalham no Carnaval. Serão disponibilizadas 50 vagas por noite, o dobro do ofertado no ano anterior, com atendimento das 18h às 6h do dia seguinte, durante os ensaios técnicos e desfiles na Sapucaí.

Além disso, será feita uma busca ativa para identificar as necessidades das famílias e convidá-las a utilizar o serviço. As trabalhadoras comemoram as conquistas, mas destacam a necessidade de ampliar esse atendimento para mais locais e horários, incluindo o período pré-Carnaval e outros grandes eventos na cidade.

Para muitas mães, como Taís Lopes, que trabalha como ambulante há 8 anos e precisa levar sua filha pequena juntamente com ela, a falta de apoio e a correria do trabalho durante o Carnaval representam desafios diários. A iniciativa de oferecer um espaço seguro para as crianças traz alívio e a possibilidade de trabalhar com mais tranquilidade.

O Carnaval, para muitos, é sinônimo de festa e diversão, mas para os trabalhadores ambulantes que atuam nos bastidores, representa uma luta diária por sustento e um desejo por condições mais dignas de trabalho e garantias de direitos para suas famílias. Na busca por uma maior valorização e reconhecimento, esses trabalhadores seguem em frente, enfrentando os desafios da correria do Carnaval carioca.

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