As mulheres na faixa etária entre 21 e 40 anos representam a maioria dos pedidos, totalizando 56,5% das inscrições. O serviço, que é exclusivo para mulheres do Rio de Janeiro, se tornou um importante recurso para aquelas que enfrentam situações de violência doméstica. De acordo com o Observatório Judicial da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o perfil dos agressores se divide em três categorias: em 38,1% dos casos, os agressores se manifestaram como violentos; em 35,7%, identificados como controladores; enquanto 26,3% foram apontados pelo comportamento de ciúmes excessivos.
Nos primeiros sete meses de 2026, a média mensal de solicitações foi de 459, o que indica uma tendência de crescimento que pode chegar a quase 50% em comparação ao total do ano anterior, se a taxa de pedidos se mantiver. A análise da série histórica revela um aumento consistente na utilização da plataforma Maria da Penha Virtual, que registrou 1.579 pedidos em 2022, crescendo significativamente nos anos seguintes.
Criada durante a pandemia de COVID-19, a ferramenta foi desenvolvida por estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e permite que as vítimas acessem um web app seguro, eliminando a necessidade de download e aumentando a privacidade. Na plataforma, as vítimas podem preencher um formulário detalhado com informações sobre si mesmas, o agressor e os episódios de violência vivenciados, além de anexar provas como fotos e gravações. O sistema automaticamente gera uma petição em PDF, que é enviada ao juizado competente para avaliação.
O TJRJ também enfatiza a importância do uso de medidas protetivas em diversas situações de violência, incluindo agressões físicas, ameaças com armas, coerção sexual e restrições financeiras impostas pelo agressor. O tribunal sugere que mulheres que buscam recursos de apoio apaguem seu histórico de navegação após acessar serviços como o Maria da Penha Virtual.
Além da plataforma, o apoio pode ser encontrado na Central de Atendimento à Mulher, que opera 24 horas por dia pelo número 180. Alternativamente, denúncias podem ser feitas por meio de WhatsApp, e-mails, delegacias especializadas e o Disque 100, oferecendo múltiplas formas de assistência às vítimas de violência.





