DIREITOS HUMANOS – Prefeitura de Magé restaura busto de Maria Conga vandalizado em ato de intolerância em véspera de feriado da Consciência Negra.

No último dia 19 de novembro, véspera do feriado da Consciência Negra, o busto da líder quilombola Maria Conga foi alvo de vandalismo em Magé, cidade localizada na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro. Neste sábado (30), a prefeitura da cidade realizou a reparação da homenagem, que havia sido danificada.

A placa com a minibiografia de Maria Conga, instalada no Píer da Piedade em novembro de 2021, foi reposta após ter sido arrancada. Este foi o segundo episódio de vandalismo contra a representação da líder negra. Em 2023, o busto havia sido alvo de pichações com símbolos nazistas, causando indignação na comunidade.

O reparo realizado pela prefeitura de Magé foi considerado um ato contra a intolerância. O secretário de Cultura, Turismo e Eventos, Bruno Lourenço, destacou a importância de Maria Conga na luta do povo negro, ressaltando sua resistência e acolhimento aos escravizados. Ele enfatizou a necessidade de manter viva a história e as origens da comunidade.

Maria Conga, nascida no Congo em 1972, foi uma figura histórica que lutou pela libertação dos escravizados no Brasil. A líder quilombola fundou o quilombo Maria Conga em Magé, onde oferecia abrigo a negros fugitivos da escravidão. Sua trajetória de resistência e luta pela liberdade inspirou homenagens, inclusive em enredos de escolas de samba do Rio de Janeiro.

O busto de Maria Conga, criado pela artista Cristina Febrone, está localizado em um ponto simbólico, o Píer da Piedade, que representava a chegada de africanos aprisionados durante a escravidão. A comunidade quilombola de Magé mantém vivo o legado da líder negra, continuando a luta pela igualdade e justiça para todos.

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