Caseri enfatizou a importância de levar o serviço da ouvidoria para a periferia, tornando-o mais acessível e fortalecendo as medidas de proteção às testemunhas que fazem relatos à equipe logo após ocorrências. Além disso, ele pretende realizar reuniões quinzenais com os integrantes do conselho da ouvidoria, mesmo antes da oficialização da composição pelo governador.
O ouvidor também demonstrou preocupação com as condições de trabalho dos agentes policiais, criticando os critérios de lotação e as longas jornadas de trabalho. Ele ressaltou a necessidade de discutir questões como a institucionalização da hora extra e a violência policial nas ruas, propondo capacitação reiterada para os policiais.
Em relação à sede da Ouvidoria, Caseri planeja realizar reformas no prédio, que atualmente não possui internet wi-fi. O projeto executivo de reforma já está pronto, mas ainda faltam recursos para finalizá-lo. A previsão é que a reforma dure de 18 a 24 meses.
A Secretaria de Segurança Pública do estado informou que foram investidos R$ 750 milhões em novos armamentos e na contratação de quase 9,2 mil agentes, além de constantes processos de qualificação para os policiais. A Secretaria ressaltou que todas as ocorrências durante a Operação Escudo estão sendo rigorosamente investigadas, com acompanhamento dos órgãos de controle e do Ministério Público.
Com um novo sistema de tratamento de dados e planos para melhorar a comunicação com a população, Mauro Caseri inicia sua gestão como ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo com o desafio de promover transparência e garantir a proteção dos direitos dos cidadãos.





