ECONOMIA – Dólar em queda e bolsas em alta: mercados reagem a apetite global por risco, enquanto petróleo recua com novos esforços diplomáticos no Oriente Médio.

Na última quinta-feira, dia 9, o cenário econômico brasileiro teve desdobramentos significativos, apesar das persistentes tensões entre Estados Unidos e Irã. O dólar apresentou uma queda de 0,5%, encerrando o dia cotado a R$ 5,123, o menor valor registrado nas últimas três semanas. A valorização do mercado acionário também foi destaque, com o índice Ibovespa subindo 1,22%, chegando a 172.742,12 pontos. Em contraste, o petróleo Brent teve uma queda acentuada, recuando mais de 2% no mercado internacional.

Esses movimentos no mercado financeiro refletem uma aparente recuperação no apetite global por risco, evidenciando uma expectativa de que a intensificação dos conflitos no Oriente Médio não resultará em uma crise prolongada. Apesar do feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo, o mercado de câmbio teve uma articulação normal, embora com um volume de transações reduzido. Durante o pregão, o dólar flutuou entre R$ 5,156 e R$ 5,1129, enquanto o índice DXY, que avalia a performance da moeda americana frente a uma cesta de outras divisas, caiu 0,08%.

Quanto ao Ibovespa, a alta interrompeu uma sequência de três dias de perdas. Esse movimento de recuperação foi impulsionado pelo desempenho positivo das bolsas norte-americanas e pela diminuição dos prêmios de risco nos mercados internacionais, o que também teve um reflexo positivo na curva de juros no Brasil. Apesar do desempenho positivo na última sessão, o índice ainda acumula uma queda de 0,76% na semana, enquanto nos últimos sete meses, apresenta uma alta acumulada de 7,21%.

No setor de energia, o barril do petróleo Brent, que havia atingido o seu maior nível em duas semanas um dia antes, viu seus preços reduzidos em 2,2%, fechando a dia a US$ 76,30. Esta correção nos preços ocorreu mesmo com os conflitos no Golfo Pérsico, onde o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz ainda está comprometido. A principal justificativa para a queda nos preços do petróleo é a diminuição do prêmio de risco associado à instabilidade geopolítica, impulsionada por relatos de diálogos diplomáticos entre os Estados Unidos e o Irã. Esse cenário trouxe um respiro ao mercado, com a expectativa de que a oferta global do commodity não enfrente interrupções significativas.

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