Esses movimentos no mercado financeiro refletem uma aparente recuperação no apetite global por risco, evidenciando uma expectativa de que a intensificação dos conflitos no Oriente Médio não resultará em uma crise prolongada. Apesar do feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo, o mercado de câmbio teve uma articulação normal, embora com um volume de transações reduzido. Durante o pregão, o dólar flutuou entre R$ 5,156 e R$ 5,1129, enquanto o índice DXY, que avalia a performance da moeda americana frente a uma cesta de outras divisas, caiu 0,08%.
Quanto ao Ibovespa, a alta interrompeu uma sequência de três dias de perdas. Esse movimento de recuperação foi impulsionado pelo desempenho positivo das bolsas norte-americanas e pela diminuição dos prêmios de risco nos mercados internacionais, o que também teve um reflexo positivo na curva de juros no Brasil. Apesar do desempenho positivo na última sessão, o índice ainda acumula uma queda de 0,76% na semana, enquanto nos últimos sete meses, apresenta uma alta acumulada de 7,21%.
No setor de energia, o barril do petróleo Brent, que havia atingido o seu maior nível em duas semanas um dia antes, viu seus preços reduzidos em 2,2%, fechando a dia a US$ 76,30. Esta correção nos preços ocorreu mesmo com os conflitos no Golfo Pérsico, onde o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz ainda está comprometido. A principal justificativa para a queda nos preços do petróleo é a diminuição do prêmio de risco associado à instabilidade geopolítica, impulsionada por relatos de diálogos diplomáticos entre os Estados Unidos e o Irã. Esse cenário trouxe um respiro ao mercado, com a expectativa de que a oferta global do commodity não enfrente interrupções significativas.





