O motivo para essa ação foi um ataque ocorrido na comunidade Yvy Okaju, do povo Avá-Guarani, onde quatro indígenas foram feridos por tiros. Entre as vítimas, uma criança foi atingida na perna, um jovem nas costas, outro na perna e um quarto teve o maxilar perfurado por um projétil. A situação gerou preocupação e levou o Ministério da Justiça a adotar medidas para restabelecer a ordem na região e evitar a escalada de tensões.
A FNSP foi informada do ataque na noite de sexta-feira e, no sábado, houve o reforço do efetivo anunciado pelo MJSP. A Portaria nº 812, do Ministério da Justiça, já havia autorizado anteriormente o emprego da Força Nacional de Segurança Pública em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) na terra indígena.
Com a possibilidade de novos ataques, equipes de prontidão e sobreaviso foram acionadas para intensificar o patrulhamento na área, visando reforçar a segurança e auxiliar na realocação de moradores para áreas mais protegidas dentro da aldeia. A Polícia Federal do Paraná está conduzindo as investigações para identificar os autores dos disparos, enquanto a Força Nacional segue contribuindo com o policiamento ostensivo, juntamente com a Polícia Militar do estado.
Apesar da atuação da Força Nacional visar à segurança e ordem pública, entidades representantes de povos indígenas têm criticado seu desempenho no conflito, alegando que a ação chega sempre atrasada, após os indígenas serem agredidos. A situação na Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá permanece delicada, alimentando tensões e demandando ações efetivas das autoridades competentes. A reportagem da Agência Brasil está aguardando um posicionamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre as críticas recebidas pela atuação da Força Nacional nos recentes episódios de violência na região.





