Em meio às lembranças deste doloroso acontecimento, as famílias das vítimas realizaram um ato em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo. Durante o protesto, foi destacada a ausência de punição não apenas para os policiais que cometeram os assassinatos, mas também para aqueles que deram as ordens e orientações que levaram a tais tragédias.
Além do ato, foi lançado um site (https://os9queperdemos.com.br/) que traz uma linha do tempo do caso e serve como uma central de denúncias. O site também aborda a questão da violência policial e a criminalização do funk, contexto em que o massacre ocorreu durante um baile na favela de Paraisópolis.
Durante o protesto, os manifestantes percorreram as ruas do bairro Morumbi com faixas pedindo paz e justiça, além de questionar a versão da Polícia Militar sobre o ocorrido. A cobrança por responsabilização não se restringe aos executores diretos dos crimes, mas também alcança os superiores que autorizaram tais ações violentas.
O processo judicial referente ao Massacre de Paraisópolis teve início somente em julho de 2023, com a realização da primeira audiência de instrução. Até o momento, várias testemunhas já prestaram depoimento, revelando detalhes chocantes sobre a forma como os policiais conduziram a operação naquela fatídica noite.
O ex-governador João Doria, que estava no comando do estado na época do massacre, enfrentou críticas por manter sua postura em relação às forças de segurança pública, mesmo diante das denúncias de abusos cometidos por agentes. As famílias das vítimas e a sociedade em geral aguardam por justiça e esperam que casos como o Massacre de Paraisópolis não se repitam no futuro.





