De acordo com relatos dos próprios indígenas, a visita de uma Missão de Direitos Humanos na área na última sexta-feira foi o estopim para os ataques vivenciados nos últimos dias. A situação se agravou, culminando na morte de Neri e no ferimento de uma mulher atingida por um projétil de arma de fogo. Além disso, houve a destruição de barracos durante a retomada, causando revolta e indignação entre os indígenas.
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) denunciou as agressões e afirmou que a Força Nacional não estava presente no momento dos ataques. A organização indigenista também relatou que os policiais teriam arrastado o corpo de Neri para uma mata, gerando mais revolta entre os indígenas e resultando em novos confrontos. Vídeos divulgados em Antônio João alertavam sobre a iminência da agressão, demonstrando a gravidade da situação.
Diante desse cenário de violência e desrespeito aos direitos dos povos indígenas, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) emitiu uma nota manifestando indignação e informando que medidas legais estão sendo tomadas. A instituição reiterou seu compromisso em garantir a segurança e punição dos responsáveis pelos atos violentos.
O governo do Mato Grosso do Sul alegou que parte dos indígenas estava armada e tentava invadir a fazenda, justificando a presença dos policiais no local. No entanto, a situação se agravou nos últimos dias, levando a tragédias como a que vitimou Neri Guarani Kaiowá. O caso está sendo investigado e medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança e os direitos dos povos indígenas da região.
