Para este ano, o festival adota o tema “Saúde Mental Importa!”, colocando em destaque questões fundamentais sobre as condições de trabalho, os riscos psicossociais e a qualidade de vida, especialmente no setor cultural. A programação em Nova York é uma oportunidade única para conectar a produção cultural afro-latina à diáspora global, reforçando a importância da troca de experiências e saberes entre as diversas comunidades.
Durante todo o mês de julho, o evento também acontecerá em Brasília e São Paulo, mostrando sua abrangência e seu comprometimento com a valorização das mulheres negras em diferentes esferas. Como parte de suas ações, o Instituto Afrolatinas lançou uma Pesquisa Nacional sobre Saúde Mental de Trabalhadoras e Trabalhadores da Cultura, que será apresentada durante a abertura do festival em Brasília. Essa pesquisa é resultado de uma parceria com o Data Labe e o Coletivo Mawê e visa embasar políticas públicas para melhorar as condições de vida e trabalho de quem atua neste setor.
O Festival Latinidades, criado em 2008, já atingiu um público direto de mais de 400 mil pessoas, impactando na verdade mais de 2 milhões em sua totalidade. Com uma presença marcada em mais de 70 países e a realização de mais de 500 atividades educativas, o festival também contabiliza 10 publicações e mais de 400 apresentações artísticas protagonizadas por mulheres negras ao longo de sua história. Essa trajetória, que já conta quase duas décadas, representa não apenas um marco na cultura afro-latina, mas também um importante instrumento de empoderamento e visibilidade para as mulheres que ali se expressam.
O festival, portanto, não é apenas um evento; é um movimento que se propõe a fomentar diálogos essenciais e promover a saúde mental no setor cultural, destacando os desafios enfrentados por aqueles que compõem essa rica tapeçaria de diversidade.
