No primeiro trimestre deste ano, o conjunto total de assassinatos de mulheres alcançou 86, um incremento alarmante de 41% em comparação a 2022, quando haviam sido registrados 61 feminicídios nos três primeiros meses. Estes dados, que refletem uma realidade sombria, são disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública do estado, ressaltando a urgência de políticas públicas eficazes e ações de prevenção.
Além do crescimento no número de feminicídios, as ocorrências de descumprimento de medidas protetivas de urgência, essencial para combater a violência doméstica, também alarmam. Entre janeiro e março, foram registradas 3.020 ocorrências, o que representa uma alta de 31,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa situação indica não apenas a continuidade da violência, mas também a ineficácia de mecanismos de proteção já existentes.
Outra estatística preocupante é o aumento de casos de agressão física. No primeiro trimestre, foram contabilizados 19.249 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres, evidenciando um crescimento de 7,4% em relação a 2022, que teve 17.926 registros. Esses dados comprovam uma escalada da violência de gênero e a necessidade premente de um combate efetivo a esses crimes.
Diante desse cenário alarmante, torna-se essencial que as autoridades promovam ações concretas para garantir a segurança das mulheres e a implementação de políticas que verdadeiramente protejam e apoiem as vítimas de violência. As estatísticas servem como um chamado à ação, enfatizando a importância de uma mobilização social e governamental para enfrentar esse grave problema que afeta a sociedade como um todo.







