DIREITOS HUMANOS – Feminicídios em São Paulo aumentam 10% no primeiro semestre de 2026, mesmo com queda em junho; violência contra mulheres continua em alta.

O estado de São Paulo enfrenta um cenário preocupante em relação à violência de gênero, com o número de feminicídios registrando um aumento de 10% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com dados recentes da Secretaria da Segurança Pública, foram relatadas 142 vítimas de feminicídio nos primeiros seis meses deste ano, em contraste com 129 assassinatos ocorridos entre janeiro e junho de 2025.

Embora os números gerais reflitam um aumento alarmante, o mês de junho trouxe uma leve esperança, com o registro de feminicídios caindo de 21 para 17 vítimas. Mesmo assim, essa queda não é suficiente para mascarar uma realidade mais ampla de violência contra a mulher, que na verdade apresenta um aumento significativo em outros delitos.

Em junho de 2026, os casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência (MPU) somaram 2.099 ocorrências, representando um aumento de 23,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram registrados 1.702 casos. Essa estatística é um indicativo de que as mulheres estão enfrentando desafios adicionais mesmo após terem tomado medidas legais para se proteger.

Além disso, as estatísticas de lesão corporal dolosa contra mulheres também alarmam. Com 5.604 casos registrados em junho de 2026, houve um crescimento de 10,5% em relação aos 5.069 casos do mesmo mês de 2025. A situação se agrava ainda mais com a violência sexual, onde o número de vítimas de estupro de vulnerável saltou de 719 para 848, evidenciando um aumento de 129 casos.

A perseguição, um crime que afeta diretamente a saúde mental e a segurança das vítimas, também subiu, com registros passando de 2.731 para 3.037. Por outro lado, a violência psicológica se intensificou, saltando de 326 para 509 ocorrências.

Esses números revelam um quadro complexo e desafiador para as políticas de proteção e apoio às mulheres no estado. O aumento geral da violência machista exige uma resposta efetiva da sociedade e das autoridades, que devem intensificar esforços para garantir a segurança e a dignidade das mulheres, promovendo mecanismos de apoio mais robustos e eficazes em todos os níveis.

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