DIREITOS HUMANOS – Estudo revela receio de vítimas LGBTQIA+ em denunciar crimes devido à falta de preparo da polícia no Rio de Janeiro

Uma pesquisa recente realizada com um grupo LGBTQIA+ na cidade do Rio de Janeiro revelou que a maioria dos entrevistados afirmou ter passado por algum tipo de violência, porém muitos relataram ter receio de denunciar o crime em uma delegacia. Além disso, o estudo apontou que muitas das ocorrências registradas acabam sendo arquivadas pelo Ministério Público. Os dados surpreendentes foram apresentados pelo grupo Pela Vidda, em comemoração ao Dia Internacional Contra a LGBTfobia, para policiais civis da capital fluminense.

Segundo a pesquisa, os tipos de violências mais comuns relatadas foram a homofobia, violência psicológica e assédio sexual. Mesmo diante dessas situações, a maioria dos entrevistados revelou que é improvável recorrer à polícia em casos de LGBTfobia. A falta de confiança no efetivo policial também foi evidenciada, com a maioria dos entrevistados alegando que os policiais não estão preparados para atender a população LGBTQIA+ e que não levam as denúncias a sério.

O estudo envolveu 515 pessoas que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer, intersexuais, assexuais, pansexuais e outros. Os questionários foram aplicados tanto online quanto em eventos e locais voltados para a comunidade LGBTQIA+, como o Mutirão de Retificação de Nome/Gênero para pessoas trans e não binárias, o Cinema Sapatão e a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), localizada na região central da cidade.

A diretora do grupo Pela Vidda, Maria Eduarda Aguiar, ressaltou que a LGBTfobia é uma realidade que precisa ser enfrentada, e enfatizou a importância de aplicar a legislação para coibir tais práticas. Ela ainda destacou a falta de denúncias efetivas de crimes de LGBTfobia nos últimos anos e a necessidade de sensibilizar as autoridades e a população para combater esse tipo de violência.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, ciente do problema, está tomando medidas para melhorar o tratamento dado à população LGBTQIA+ nas delegacias. Uma das iniciativas é a criação de um grupo de trabalho focado na temática LGBTQIA+, com o objetivo de rever procedimentos e protocolos policiais. Além disso, a polícia está promovendo jornadas formativas e eventos de diálogo com a sociedade civil para receber demandas e aprimorar suas práticas.

Apresentar os resultados dessa pesquisa para as autoridades e continuar sensibilizando a população sobre a importância de denunciar a LGBTfobia são passos fundamentais para combater esse tipo de violência e garantir o respeito e a segurança de todos os indivíduos, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

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