O projeto “Diplomação da Resistência” foi uma iniciativa da USP para reconhecer o protagonismo de alunos, funcionários técnico-administrativos e docentes que enfrentaram as arbitrariedades cometidas pelo Estado durante aquele período sombrio da nossa história. Um total de 31 estudantes foram contemplados nessa ação, que foi promovida com o apoio da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento.
A cerimônia também teve como objetivo resgatar a memória das vítimas da repressão nesse período. Um dos estudantes homenageados foi Lauriberto José Reyes, da Poli, que foi assassinado pelos agentes de repressão aos 26 anos de idade. Após cinco anos da sua morte, a família de Lauriberto descobriu, com a ajuda da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, que ele foi perseguido e executado pelo Esquadrão da Morte.
Outro homenageado foi Manoel José Nunes Mendes de Abreu, integrante da Ação Libertadora Nacional (ALN), que foi morto em uma emboscada em 1971. A cerimônia contou com a participação de familiares das vítimas, que emocionaram a todos os presentes com relatos sobre a vida e a coragem desses estudantes.
Além de Abreu e Lauriberto, também foram homenageados Olavo Hanssen e Luiz Fogaça Balboni, ambos militantes e vítimas da repressão durante a ditadura. A iniciativa da USP em reconhecer e valorizar a resistência desses estudantes é um importante passo para manter viva a memória daqueles que lutaram pela democracia e pelos direitos humanos durante um dos períodos mais sombrios da história do Brasil.