DIREITOS HUMANOS – Dossiê revela que 230 pessoas LGBTI morreram de forma violenta em 2023, com uma morte a cada 38 horas no Brasil.

No Brasil, o cenário de violência contra a comunidade LGBTI+ é alarmante, conforme apontado pelo recente dossiê publicado pelo Observatório de Mortes e Violências LGBTI+. O relatório revela que, somente em 2023, 230 pessoas LGBTI+ perderam suas vidas de forma violenta, o que equivale a uma morte a cada 38 horas.

Dentre as vítimas, 184 foram vítimas de assassinato, 18 cometeram suicídio e 28 faleceram por outras causas. O levantamento destaca que a maioria das mortes ocorreu entre pessoas transsexuais, especialmente mulheres trans e travestis. Além disso, a maioria das vítimas era composta por indivíduos pretos ou pardos.

A pesquisa aponta que a faixa etária mais afetada é a de 20 a 39 anos, e que a arma de fogo foi o principal meio de violência utilizado nos casos de assassinato. São Paulo foi o estado que registrou o maior número de mortes, seguido por Ceará e Rio de Janeiro.

No entanto, a violência LGBTIfóbica não se restringe a esses estados, uma vez que foram contabilizadas mortes em todo o país. O observatório ressalta a importância de sua metodologia própria, que busca contornar a subnotificação dos casos e a ausência de dados oficiais específicos sobre a violência contra a comunidade LGBTI+.

Mesmo com avanços legais, como a criminalização da homofobia pelo Supremo Tribunal Federal em 2019, o Brasil continua liderando o ranking mundial de mortes violentas de LGBTI+. O dossiê destaca a existência de diversos tipos de violência contra essa população, que ocorrem em diferentes ambientes, como o doméstico e o local de trabalho.

Diante desse cenário alarmante, é fundamental que sejam adotadas medidas efetivas para proteger e garantir os direitos da comunidade LGBTI+. A luta contra a LGBTIfobia deve ser uma prioridade, e a sociedade como um todo deve se mobilizar para combater a violência e a discriminação baseadas na orientação sexual e identidade de gênero.

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