Cristo Redentor Iluminado de Laranja em Alusão à Campanha contra o Feminicídio
Neste mês, o icônico monumento do Cristo Redentor, localizado no Rio de Janeiro, brilha numa vibrante luz laranja, simbolizando um alerta global para a violência contra as mulheres. A ação faz parte do segundo ato da Campanha Judiciário pelo Fim do Feminicídio, que celebra os 20 anos da histórica Lei Maria da Penha, um marco legal crucial no combate à violência doméstica e de gênero no Brasil.
A iniciativa é resultado do esforço conjunto da Comissão Executiva do XVIII Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid) e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Com este gesto simbólico, busca-se não apenas iluminar o cartão-postal carioca, mas também acender a conscientização social sobre um problema alarmante.
A campanha tem como foco desmistificar e educar a população sobre os fatores que levam ao feminicídio. Ao empregar uma linguagem acessível, pretende-se informar a sociedade sobre os sinais de alerta que frequentemente precedem atos de violência, fortalecendo assim a rede de proteção às mulheres.
Os números são preocupantes: entre janeiro e julho deste ano, 7.383 processos relacionados a feminicídio, seja tentado ou consumado, estão tramitando na Justiça estadual. Esses dados ressaltam a urgência de ações efetivas no combate a essa realidade, que afeta milhões de mulheres no Brasil.
A desembargadora Adriana Ramos de Mello, que coordena a Coem, reconhece a importância da Lei Maria da Penha como um divisor de águas na luta pela equidade de gênero. Ela enfatiza que a legislação não é apenas um texto legal, mas sim uma conquista que emergiu da coragem de mulheres que enfrentaram a violência e se recusaram a silenciar. Para ela, os 20 anos da lei marcam uma trajetória de resistência e mudança, refletindo o anseio de uma sociedade mais justa e segura para as meninas e mulheres brasileiras.
Assim, ao iluminar o Cristo Redentor de laranja, o Rio de Janeiro se une a uma corrente mundial de luta pelos direitos das mulheres, fazendo um chamado à sociedade para que não feche os olhos para a violência de gênero e se engaje na construção de um futuro mais igualitário.
