DIREITOS HUMANOS – Campanha de Combate ao Assédio em Ônibus do Rio de Janeiro Visa Proteger Mulheres e Capacitar Rodoviários para Identificação de Violência de Gênero.

No Rio de Janeiro, uma nova iniciativa voltada para o combate ao assédio e à violência de gênero está prestes a ser lançada nos ônibus urbanos da cidade. A proposta, que busca promover a segurança e cidadania das passageiras, foi discutida em uma reunião entre representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade (Rio Ônibus) e a Secretaria de Estado da Mulher.

A coordenadora do Núcleo de Gênero do MPRJ, Isabela Jourdan, destacou que a campanha visa não apenas conscientizar a população sobre a temática, mas também capacitar mais de 18 mil profissionais do setor rodoviário. Essa capacitação incluirá treinamentos para que motoristas e cobradores possam identificar e agir diante de situações de violência contra mulheres, além de acolher as vítimas e orientá-las sobre os canais de denúncia disponíveis.

Uma das ações da campanha será a colocação de cartazes em todos os veículos de transporte coletivo, proporcionando informações úteis às mulheres. Essa medida é vista como um passo crucial para garantir um ambiente mais seguro dentro dos ônibus urbanos, que são frequentemente utilizados por milhares de cariocas diariamente.

O projeto é uma junção de esforços entre o “Pacto Ninguém Se Cala”, uma iniciativa do MPRJ, e a campanha “Não é Não! Respeite a decisão”, promovida pela Secretaria de Estado da Mulher. Durante a reunião, foi debatida a criação de um comitê gestor que será responsável pela implementação e supervisão do programa. Os participantes discutiram ainda a elaboração de um plano de trabalho que abrangerá a capacitação dos profissionais de transporte, a periodicidade das reuniões do comitê, e a criação de um fluxograma para atuação em casos de assédio. A possibilidade de estabelecer indicadores para monitorar a eficácia das ações e os canais de divulgação das informações também foram pontos importantes abordados.

Com essa medida, espera-se não apenas aumentar a segurança das mulheres nos transportes públicos, mas também fomentar uma mudança cultural que tolere cada vez menos qualquer forma de violência de gênero. A expectativa é que, por meio da educação e conscientização, a sociedade se una no combate a essa problemática tão urgente.

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