A Aliança Global, segundo informações do BID, visa acelerar ações voltadas à erradicação da fome e da pobreza, concentrando-se em apoio coordenado para implementar políticas públicas e programas nacionais que sejam baseados em evidências e de grande escala. Essa abordagem é crucial em um contexto onde bilhões de pessoas ainda enfrentam a insegurança alimentar e condições de vida precárias.
Atualmente, a Aliança conta com um robusto quadro de mais de 215 membros, englobando 107 países, diversas organizações internacionais, instituições financeiras e um número considerável de organizações filantrópicas e não governamentais. Tal parceria é fundamental para a formulação e disseminação de soluções inovadoras e sustentáveis que possam realmente fazer a diferença na vida das populações vulneráveis.
Os novos recursos anunciados se somam a uma quantia significativa de US$ 4,1 bilhões já destinados em 2023 a programas sociais em diversos países. Com isso, o total investido em 2024 e neste ano alcança a marca de US$ 10 bilhões, representando 40% do objetivo do BID de mobilizar US$ 25 bilhões até 2030. Essa estratégia ambiciosa reflete a urgência das questões enfrentadas e a necessidade de uma resposta coletiva robusta.
Os recursos disponibilizados podem ser utilizados tanto para empréstimos quanto para assistência técnica, com parte dos valores sendo doações. O BID comprometeu-se a divulgar, na próxima semana, uma discriminação detalhada dos recursos atribuídos a cada projeto e a distribuição entre doações e empréstimos.
Por sua vez, os empréstimos serão baseados na taxa diária de financiamento garantido, permitindo uma margem de captação que inclui o lucro do banco. Essa metodologia procura garantir que os recursos sejam usados de forma eficaz e responsável.
Desde a nomeação de Ilan Goldfajn como presidente do BID em dezembro de 2022, a instituição tem buscado reforçar sua missão em um cenário global desafiador. O banco, composto por 48 países, está estruturado para apoiar diretamente as necessidades de financiamento dos países membros mutuários, como o Brasil.
Por fim, a Aliança Global é co-presidida por figures importantes: a secretária de Estado para Cooperação Internacional da Espanha, Eva Granados, e o ministro brasileiro Wellington Dias, que compartilham a responsabilidade de liderar essa causa nobre e necessária.
