O feminicídio é definido como o assassinato de uma mulher em contextos de violência doméstica ou familiar, ou decorrente de discriminação em relação ao gênero. Segundo a Secretaria, o enfrentamento a essa questão continua sendo uma prioridade, indicando que a luta contra a violência de gênero exige uma abordagem multissetorial e permanente.
Em contrapartida, os dados de maio mostraram uma leve diminuição nos casos de feminicídio, que caíram de 26 para 18 em comparação ao mesmo mês do ano passado. Essa redução foi ainda mais expressiva nas cidades do interior, onde o número de ocorrências passou de 15 para 9. A coronel Glauce Anselmo Cavalli, comandante da Polícia Militar, destacou a importância das ações preventivas e do fortalecimento dos canais de atendimento às vítimas, enfatizando que a redução, embora significativa, é apenas um primeiro passo.
A delegada Cristiane Braga, responsável pelas Delegacias de Defesa da Mulher, reforçou a necessidade de uma maior conscientização sobre a importância de denunciar a violência doméstica. Segundo ela, o feminicídio muitas vezes é o desfecho trágico de um ciclo de abusos que acontece sem que a sociedade esteja ciente. Ela defendeu que quanto mais cedo as vítimas buscarem ajuda, maior será a chance de interromper esse ciclo.
Além do aumento nos casos de feminicídio, São Paulo também registrou um crescimento nos estupros, passando de 6.219 notificações em 2022 para 6.500 neste ano, com 1.320 casos apenas em maio.
Por outro lado, os homicídios dolosos apresentaram uma queda significativa, com 163 casos registrados em maio, o menor número para esse mês desde o início da série histórica em 2001. No total, entre janeiro e maio, 970 homicídios foram contabilizados, marcando também o primeiro ano em que esse número ficou abaixo da marca de mil.
Os dados ainda mostram que os latrocínios, ou roubos seguidos de morte, permaneceram estáveis em maio, com sete ocorrências, enquanto o acumulado do ano revelou uma queda de 58 para 38 casos. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, atribuiu essa redução consistente aos esforços integrados das forças policiais e ao uso de tecnologias para combater o crime organizado, destacando que os índices criminais estão em queda, mas que o trabalho deve continuar com urgência e determinação.





