Dentre as solicitações, 825 mil estão sendo analisadas com menos de 45 dias de espera, enquanto 555 mil aguardam há mais de 45 dias um retorno. Um total de 451 mil requerimentos depende de ações adicionais por parte dos segurados, como o envio de documentos ou informações complementares. Leonardo Bittencourt, diretor de Benefícios do INSS, ressaltou que a prioridade da autarquia é não só diminuir a quantidade de processos pendentes, mas também acelerar o tempo de espera para a finalização dos pedidos.
Atualmente, o instituto está concedendo em média 700 mil benefícios por mês, com março deste ano marcando um recorde histórico de 890 mil benefícios aprovados em um único mês. O tempo médio de análise para um requerimento agora é de 50 dias, refletindo um esforço significativo da instituição em desburocratizar o serviço.
As medidas que contribuíram para essa redução na fila incluem a priorização do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), que concentra esforços nas análises iniciais dos novos requerimentos. Além disso, houve uma redução nos prazos internos do PGB, que passou de 45 para 30 dias. O aumento de mutirões, anexo à ampliação do número de avaliadores sociais e peritos médicos, também faz parte da estratégia para acelerar o processo. Para complementar, houve a nomeação de 300 novos analistas do Seguro Social e 500 peritos médicos federais, além da adoção de atendimento via telemedicina em regiões onde faltam profissionais.
Outro ponto destacado é a diminuição das reclamações relacionadas à lentidão na análise dos pedidos. No período de janeiro a maio deste ano, as queixas na Ouvidoria do INSS caíram em 44%, passando de 14.491 para 8.047. Essa queda está alinhada com a melhoria nos prazos de análise e o aumento do número de benefícios concedidos, mostrando um avanço mais eficiente no setor previdenciário.





