DIREITOS HUMANOS – Ato na Avenida Paulista antecipa Dia Internacional da Luta Antimanicomial em São Paulo com marcha e roda de conversa.


Na última sexta-feira (17), a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de um grande ato que antecipou as comemorações do Dia Internacional da Luta Antimanicomial, celebrado neste sábado (18). O evento teve início com uma roda de conversa em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e contou com uma marcha pela Avenida Paulista, culminando em um abraço coletivo em frente ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da rua Itapeva.

Organizado pela Frente Estadual Antimanicomial, o ato defende uma reforma psiquiátrica e busca o fim dos manicômios, bem como dos investimentos públicos em comunidades terapêuticas. Além disso, a iniciativa defende o fortalecimento e a ampliação das redes territoriais de Atenção Psicossocial Antimanicomial.

Em entrevista à Agência Brasil, Ed Otsuka, coordenador geral da organização Sã Consciência e membro da Frente Estadual Antimanicomial, explicou o motivo do evento. Ele ressaltou que a celebração marca o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, instituído em 1987 e celebrado anualmente no dia 18 de maio.

Durante o ato, foram abordadas questões importantes relacionadas ao financiamento dos serviços públicos e à Rede de Atenção Psicossocial (Raps) Antimanicomial, sendo destacado o desvio de recursos para entidades privadas, como as comunidades terapêuticas. Otsuka destacou a importância da luta antimanicomial, que persiste desde os anos 70 e questiona as práticas de cuidado às pessoas em sofrimento psíquico.

Segundo o coordenador, os retrocessos na área são frequentes e políticas retrógradas que promovem a segregação e o asilamento continuam sendo implementadas por alguns governos. Ele ressaltou que tais políticas impedem a sociedade de lidar com a diversidade e a diferença, enfatizando a importância de manter viva a luta antimanicomial.

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