O ativista Michel Platini, um dos organizadores, relatou que o grupo chegou ao local antes das 10h e, assim que a bandeira foi desenrolada, viaturas da polícia chegaram rapidamente. Ele descreveu a abordagem como violenta, afirmando que, para demonstrar pacifismo, os ativistas se ajoelharam, explicando aos oficiais que não estavam armados e que não havia intenção de confronto. Platini enfatizou que a bandeira representava uma declaração de resistência contra as violências sofridas pela comunidade LGBTQIA+.
Apesar das tentativas de diálogo, os policiais alegaram que não havia autorização para a realização do ato. Platini rebatia, ressaltando que a Constituição Brasileira garante o direito à manifestação pacífica e que a solicitação para o evento foi feita com mais de 24 horas de antecedência. O ativista lamentou que enquanto atos antidemocráticos e destrutivos, como os ocorridos em 8 de janeiro, não foram reprimidos, o ato em defesa dos direitos LGBTQIA+ foi prontamente interrompido.
Esse incidente, segundo Platini, reflete uma forma de violência estatal direcionada à comunidade LGBTQIA+. Ele anunciou que o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do DF pretendem protocolar uma representação na Câmara, exigindo uma investigação sobre a conduta dos policiais.
Outro participante, o designer Rafael Lira, expressou sua preocupação com a abordagem policial e o clima de confusão gerado. Lira mencionou que o grupo estava ali para promover visibilidade e defender seus direitos, e se sentiu intimidado pela presença das viaturas.
Ao tomar conhecimento do ocorrido durante um encontro de ativistas, o deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital do DF, afirmou que irá solicitar esclarecimentos sobre a conduta dos policiais legislativos. Até o momento, a assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados não se manifestou a respeito do incidente, mas o espaço permanece aberto para uma possível resposta.
