DIREITOS HUMANOS – Ativistas são impedidos de estender bandeira LGBTQIA+ em ato pacífico na frente do Congresso Nacional em Brasília neste Dia do Orgulho.

Neste domingo, 28 de maio, a celebração do Dia do Orgulho LGBTQIA+ em Brasília foi marcada por um episódio de tensão. Ativistas da causa se preparavam para um ato pacífico em frente ao Congresso Nacional, utilizando uma bandeira de aproximadamente 50 metros nas cores do arco-íris. Porém, a ação foi interrompida por policiais legislativos que impediram os manifestantes de estenderem o símbolo da diversidade e do orgulho.

O ativista Michel Platini, um dos organizadores, relatou que o grupo chegou ao local antes das 10h e, assim que a bandeira foi desenrolada, viaturas da polícia chegaram rapidamente. Ele descreveu a abordagem como violenta, afirmando que, para demonstrar pacifismo, os ativistas se ajoelharam, explicando aos oficiais que não estavam armados e que não havia intenção de confronto. Platini enfatizou que a bandeira representava uma declaração de resistência contra as violências sofridas pela comunidade LGBTQIA+.

Apesar das tentativas de diálogo, os policiais alegaram que não havia autorização para a realização do ato. Platini rebatia, ressaltando que a Constituição Brasileira garante o direito à manifestação pacífica e que a solicitação para o evento foi feita com mais de 24 horas de antecedência. O ativista lamentou que enquanto atos antidemocráticos e destrutivos, como os ocorridos em 8 de janeiro, não foram reprimidos, o ato em defesa dos direitos LGBTQIA+ foi prontamente interrompido.

Esse incidente, segundo Platini, reflete uma forma de violência estatal direcionada à comunidade LGBTQIA+. Ele anunciou que o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do DF pretendem protocolar uma representação na Câmara, exigindo uma investigação sobre a conduta dos policiais.

Outro participante, o designer Rafael Lira, expressou sua preocupação com a abordagem policial e o clima de confusão gerado. Lira mencionou que o grupo estava ali para promover visibilidade e defender seus direitos, e se sentiu intimidado pela presença das viaturas.

Ao tomar conhecimento do ocorrido durante um encontro de ativistas, o deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital do DF, afirmou que irá solicitar esclarecimentos sobre a conduta dos policiais legislativos. Até o momento, a assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados não se manifestou a respeito do incidente, mas o espaço permanece aberto para uma possível resposta.

Sair da versão mobile