Os grupos responsáveis pela convocação, como Patriotas do QG, Voz da Nação e Marcha da Liberdade, tinham como pauta principal o apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência, além de defender a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e criticar o Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, a ausência de figuras políticas de relevância, como o próprio Flávio Bolsonaro, que não fez menção ao evento em suas redes sociais, acentuou essa falta de adesão.
Surpreendentemente, a convocação para o ato se espalhou por meio de vídeos fabricados com inteligência artificial, que simulavam falas de personalidades políticas, como o senador Marcos do Val e a ex-deputada Carla Zambelli. Este método inovador de mobilização, no entanto, não se traduziu em uma participação significativa, mostrando a fragilidade do apoio popular.
O grupo responsável pela reserva do espaço, liderado pelo corretor Carlos Silva e com aproximadamente 4 mil seguidores no Instagram, havia garantido a Avenida Paulista quase dois anos antes, em setembro de 2024. Ao mesmo tempo, a Polícia Militar negou o uso do espaço às centrais sindicais, que, em consequência, foram forçadas a mudar seus atos para a Praça da República e a Praça Roosevelt.
A Avenida Paulista, que tradicionalmente serve como palco para manifestações progressistas em datas como o 1º de maio, viu um contraste marcante em relação ao que foi programado este ano. A falta de público e a escolha de um local tão simbólico ressaltam as dificuldades que os grupos de direita enfrentam na mobilização popular, especialmente em um contexto onde a Avenida é historicamente associada a lutas trabalhistas e reivindicações sociais. Os organizadores certamente terão que reavaliar suas estratégias se quiserem resgatar o entusiasmo e atrair um número mais expressivo de participantes em futuros eventos.
