Diminuição de público em evento de Bolsonaro em Belo Horizonte é atribuída a atos de 8 de janeiro, diz ex-presidente

No último domingo, durante sua visita a Belo Horizonte, o ex-presidente Jair Bolsonaro atribuiu a redução do público presente no evento a uma suposta estratégia da esquerda para difamar os atos de 8 de janeiro. Segundo Bolsonaro, parte dos manifestantes que estiveram em Brasília no início do ano acabou caindo em uma “arapuca” ao tentar associar os ataques golpistas ao novo governo.

Bolsonaro fez essa declaração durante a sua participação na “Marcha a Favor da Vida”, um evento contra a descriminalização do aborto que aconteceu na Praça da Liberdade. O ex-presidente afirmou que a diminuição do número de pessoas presentes ao evento se deve ao temor do que aconteceu em janeiro. Ele ressaltou que os manifestantes eram patriotas brasileiros que foram às ruas se manifestar, mas acabaram caindo em uma armadilha promovida pela esquerda. Bolsonaro também manifestou sua reprovação à destruição do patrimônio público, mas ressaltou que isso não justifica a pena que está sendo imposta a esses manifestantes.

Desde sexta-feira, Bolsonaro está cumprindo uma agenda política em Belo Horizonte, acompanhado de sua esposa Michelle Bolsonaro e de nomes do seu partido, o PL. Durante sua estadia na cidade, Bolsonaro se encontrou com o governador Romeu Zema em um gesto de apoio ao aliado. O encontro ocorreu em meio a ataques de aliados e filhos do ex-presidente ao governador mineiro.

Nesses últimos compromissos, o casal Bolsonaro tem enfatizado discursos que giram em torno da pauta de costumes. Michelle Bolsonaro fez um longo discurso no sábado durante um evento do PL Mulher, criticando a votação no STF pela descriminalização do aborto. No domingo, tanto Bolsonaro quanto Michelle novamente abordaram esse tema durante a Marcha a Favor da Vida.

Bolsonaro aproveitou a ocasião para comentar o julgamento no STF sobre a descriminalização do aborto, afirmando que isso não prosperará na Corte, apesar da maioria ser favorável ao aborto. Sua esposa, por sua vez, criticou a ex-ministra Rosa Weber, que votou a favor da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Michelle pediu aos ministros que não manchem a espada da justiça com o sangue de inocentes e reforçou a posição contrária ao aborto.

A agenda política de Bolsonaro em Belo Horizonte é uma tentativa de manter seu nome em evidência e de reforçar sua base de apoio, especialmente considerando as recentes questões jurídicas que o envolvem, como a sua declaração de inelegibilidade pelo TSE. O ex-presidente também busca se cacifar politicamente para a eleição para prefeitura de 2024, apoiando figuras políticas locais, como o deputado estadual Bruno Engler.

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