Dilma Rousseff destaca fortalecimento dos BRICS como prioridade do NBD em Moscou durante reunião que aborda desenvolvimento e desafios tecnológicos globais.

Na manhã de 14 de maio de 2026, a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), Dilma Rousseff, esteve em Moscou para participar da reunião anual do Conselho de Governadores do banco do BRICS. Este evento, que ocorre em um momento marcado por rápidas mudanças e desafios no cenário global, foca nas prioridades estratégicas do bloco e na importância das instituições financeiras no desenvolvimento sustentável.

O encontro tem ganhado relevância, especialmente ao abordar a integração de novas tecnologias, como a inteligência artificial, no impulsionamento da infraestrutura e inovação financeira. Os países do Sul Global se veem diante de um cenário complexo, atingidos por disputas comerciais e sanções unilaterais, que complicam sua capacidade de desenvolvimento autônomo e a dependência das grandes corporações tecnológicas.

Participando remotamente do evento, devido ao fechamento do aeroporto em Moscou em decorrência de tensões no espaço aéreo, o ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, expressou a necessidade de investimentos adequados e de um acesso facilitado ao financiamento para promover um crescimento equilibrado e sustentável. ressaltou que a transformação digital, bem como a transição para fontes de energia renovável, deve ser uma prioridade, destacando que essas são fundamentais para o fortalecimento das economias do BRICS.

Rousseff, ao longo do encontro, reforçou a urgência de fortalecer a colaboração entre os países membros para criar um ambiente que favoreça não apenas o crescimento econômico, mas também a justiça social e a proteção ambiental. Para tanto, o papel do NBD como provedor de recursos financeiros se torna cada vez mais crucial, especialmente em um momento em que a maioria das nações enfrenta constrições orçamentárias e a necessidade de alavancar inovações tecnológicas.

A discussão sobre como os países do BRICS podem se unir para enfrentar esses problemas contemporâneos é central para o futuro do bloco. A busca por um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável é um consenso entre os participantes, que veem no fortalecimento das capacidades internas de seus países uma chave para um futuro mais próspero e resiliente.

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