Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, foi uma das personalidades mais esperadas do evento. Durante seu discurso no Paço Municipal, Haddad fez um forte apelo aos trabalhadores para mobilizarem seus representantes no Congresso a fim de que a proposta de emenda constitucional, que visa estabelecer uma jornada de 40 horas semanais com dois dias de descanso, seja aprovada antes das eleições de outubro. Segundo ele, “a batalha do ano é fazer o Congresso aprovar a revisão da jornada 6×1”, destacando que a mobilização da classe trabalhadora é crucial para evitar que o tema seja soterrado pela burocracia legislativa.
Haddad também mencionou outras pautas, como a isenção do imposto de renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), reiterando que essa solicitação é uma demanda importante para os trabalhadores, que atualmente precisam pagar impostos sobre esses ganhos. Para ele, o futuro da classe trabalhadora deve ser pensado com atenção, especialmente em um ano eleitoral em que “as decisões podem trazer grandes mudanças para o Brasil”.
Leonardo Barchini, por sua vez, abordou a relevância da ampliação do ensino em tempo integral e como ele pode impactar os trabalhadores que são pais. Ele defendeu que o fim da jornada 6×1 é vital para que os pais tenham tempo para acompanhar a educação de seus filhos, sugerindo que um trabalhador descansado é mais apto a se dedicar à formação de sua família.
Ao longo do evento, que também contou com apresentações musicais, havia uma atmosfera de festival. Embora muitos temas importantes tenham sido discutidos, a falta de cartazes ou faixas em apoio a essas causas tornou o ato similar a um evento de entretenimento, desviando o foco das reivindicações trabalhistas legadas ao 1° de Maio.
Além disso, os líderes sindicais que discursaram reiteraram a importância das eleições e como elas podem influenciar a luta dos trabalhadores, clamando por um presidente que seja aliado dos sindicatos. O clima festivo se misturava com a urgência das demandas, refletindo um momento em que a classe trabalhadora busca não apenas celebração, mas mudanças significativas nas normas laborais do país.







