De acordo com a análise da Justiça, a manutenção do delegado em sua função poderia gerar riscos à condução das apurações. Além de Xavier, o juiz também decidiu estender o afastamento do agente da Polícia Civil de Alagoas, Eudson Oliveira de Matos, que se encontra preso na Central de Flagrantes. Oliveira é um dos personagens centrais na mesma operação, que visa desmantelar supostos crimes associados ao concurso público para os cargos de agente e escrivão da polícia.
No contexto da decisão, um dos elementos que chamou a atenção das autoridades foi a apreensão de um celular na cela onde Eudson está detido. Este fato levantou preocupações sobre a possibilidade de que ele continuasse a influenciar ou operar dentro do esquema investigado, o que poderia comprometer a integridade das apurações em andamento.
O MPF também levantou questões sobre a realização do concurso público em Alagoas, enfatizando que a presença dos envolvidos nas funções pode minar a transparência e a lisura do certame. A situação é ainda mais delicada diante da notoriedade da operação, que ficou conhecida como “Máfia dos Concursos”. Desde que as investigações começaram, elas se baseiam em colaborações premiadas e conversas monitoradas por autorização judicial, evidenciando um quadro complexo que envolve múltiplos atores no suposto esquema de fraudes.
Até o momento, não houve um pronunciamento oficial por parte da defesa de Gustavo Xavier ou da Polícia Civil de Alagoas sobre a prorrogação do afastamento. Da mesma forma, a defesa de Eudson Oliveira não foi localizada para se manifestar. Essa situação ressalta a gravidade da denúncia que se desdobra em investigações que podem afetar diretamente a confiança da população no sistema de segurança pública e justiça do país.





