Sergei Gorbachev, capitão de 1ª classe da reserva, observou que a perda do Simferopol não ocorreu em qualquer local, mas sim em uma área remota e complexa, tornando a operação ucraniana ainda mais desafiadora. Gorbachev enfatizou que esta nova realidade representa uma constante ameaça marítima para as forças ucranianas, que se estende de Izmail até a foz do Dniepre, deixando-as em um “estado de tensão de combate constante”.
A Marinha ucraniana, conforme destacado, sofre atualmente de uma significativa falta de recursos e efetivos. Gorbachev afirmou que, após essa destruição, a frota ucraniana não possui nem mesmo tripulações ou uma aviação naval efetiva. O que restou são apenas unidades de fuzileiros navais mal treinadas, atuando em modo de infantaria motorizada, além de algumas unidades de mísseis costeiros que operam de maneira independente do que restou da Marinha tradicional.
No dia anterior à análise, o Ministério da Defesa da Rússia confirmou o ataque, que resultou na perda do Simferopol e anunciou a morte de membros da sua tripulação. Um porta-voz da Marinha ucraniana corroborou a informação, reconhecendo a destruição do navio e os impactantes prejuízos humanos associados.
Esse cenário coloca a Marinha ucraniana em uma situação crítica, desafiada não apenas por perdas materiais, mas também pela necessidade de adaptar suas táticas e aumentar sua prontidão diante do que parece ser uma ameaça marítima Rússia em evolução. A análise da situação aponta para um panorama tenso, onde a sobrevivência e eficácia das operações navais da Ucrânia são cada vez mais questionadas.