Desinflação na zona do euro avança, mas não garante cortes de juros do BCE em abril, apontam analistas da Oxford Economics.

Os índices de preços ao consumidor (CPI) divulgados nos últimos dias pela França e Itália mostraram um avanço no processo de desinflação na zona do euro, mas o Banco Central Europeu (BCE) pode não realizar cortes de juros ainda em abril, de acordo com analistas da Oxford Economics.

Na sexta-feira, 29 de março, o escritório de estatísticas francês, o Insee, relatou que o CPI do país avançou 2,3% na taxa anual de março, uma desaceleração significativa em relação aos 3,2% registrados em janeiro. Já na Itália, o órgão de estatísticas Istat informou uma leve aceleração do CPI em março, de 0,8% para 1,3% na taxa anual, ficando abaixo das expectativas.

Para a Oxford Economics, os resultados indicam um prosseguimento no processo de desinflação, com alguns desafios que podem impedir cortes de juros pelo BCE em abril. A consultoria destacou a rápida desaceleração da inflação de alimentos nos dois países, além da deflação nos preços de energia na Itália e da forte queda nos preços de bens industriais na França.

Entretanto, a inflação de serviços ainda não apresenta sinais de arrefecimento, tanto na França quanto na Itália. No primeiro caso, houve uma leve queda de 3,2% em fevereiro para 3,0% em março na taxa anual, enquanto na Itália o núcleo do CPI avançou para 2,4% no período, pressionado pelos preços de serviços de transporte.

Diante desse cenário, a expectativa é de que o BCE adote uma postura cautelosa quanto aos cortes de juros, avaliando de forma mais aprofundada os dados econômicos e de inflação na zona do euro antes de tomar qualquer decisão.

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