Na sexta-feira, 29 de março, o escritório de estatísticas francês, o Insee, relatou que o CPI do país avançou 2,3% na taxa anual de março, uma desaceleração significativa em relação aos 3,2% registrados em janeiro. Já na Itália, o órgão de estatísticas Istat informou uma leve aceleração do CPI em março, de 0,8% para 1,3% na taxa anual, ficando abaixo das expectativas.
Para a Oxford Economics, os resultados indicam um prosseguimento no processo de desinflação, com alguns desafios que podem impedir cortes de juros pelo BCE em abril. A consultoria destacou a rápida desaceleração da inflação de alimentos nos dois países, além da deflação nos preços de energia na Itália e da forte queda nos preços de bens industriais na França.
Entretanto, a inflação de serviços ainda não apresenta sinais de arrefecimento, tanto na França quanto na Itália. No primeiro caso, houve uma leve queda de 3,2% em fevereiro para 3,0% em março na taxa anual, enquanto na Itália o núcleo do CPI avançou para 2,4% no período, pressionado pelos preços de serviços de transporte.
Diante desse cenário, a expectativa é de que o BCE adote uma postura cautelosa quanto aos cortes de juros, avaliando de forma mais aprofundada os dados econômicos e de inflação na zona do euro antes de tomar qualquer decisão.





